domingo, 13 de setembro de 2015

Dorme, meu Benzinho!




Insônia
Dorme, doce criança,
Pois enquanto tu descansas
O bicho não vem pegar.
A tal forma na cadeira
Não é só uma toalha,
É um fantasma a te espreitar...
Dorme, doce menino,
Deixa que a luz da lua
Brilhe sobre esta penumbra!
As corujas, quando cantam
Prenunciam desencanto,
E a forma que vislumbras
Passando diante da lua
Não são pássaros voando...
Dorme, pobre menino,
As batidas na janela
Não são galhos que se movem
Balançados pelo vento...
Vou velar pelo teu sono,
Mas não posso proteger-te,
Meu menino, infelizmente...
Dorme, doce menino,
Pois o dia que amanhece
Selará o teu destino...
A claridade é um dolo
Que te afasta do meu colo,
E aumenta o desconsolo...
(Ana Bailune)









Doce encanto, meus amores até o fim...

4 comentários:

  1. Bom dia, Rosélia!
    Obrigada! este poema fala do creser, do quanto pode ser difícil, e da descoberta de que o mundo não é tão cor-de-rosa quanto nossos pais nos fizeram crer que ele fosse.
    Mais uma vez, obrigada!

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  2. Amiga Rosélia, não há nada mais belo que ver uma criança dormindo.
    E quando são nossos o coração enche-se de luz.
    Que Deus os abençoe !

    Um beijinho e boa semana

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  3. Um lindo post ! Uma criança dormindo em seu berço é uma imagem encantadora,
    Ana Bailune escreve de forma muito bonita.
    Um abraço carinhoso as duas.

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  4. Oi Ropsélia,
    Que lindo!
    A poesia é um encanto
    Beijos
    minicontista

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